Pela ordem natural da vida, a determinado momento são os cidadãos confrontados com a cessação da sua actividade profissional o que, ainda em tempos pouco recuados, era geralmente sinónimo de inactividade total e árida, solitária ou desinteressante “espera” pelo final das suas vidas.
Mas o estudo e investigação sobre a matéria, associados às constatações práticas que as mutações laborais e sociais induziram, vieram colocar problemas que, iniludivelmente, houve que enfrentar. Deste modo, o conceito de “universidade sénior”, importado de França na década de 70, começou a impor-se como antídoto ao “apagamento” acima referido, pelo reconhecimento de que após a vida activa era imperioso ao cidadão continuar participe e actuante, pessoal e colectivamente.
É hoje ponto assente e não questionado que a actividade motora e intelectual, nos seus multifacetados aspectos, são factores de melhoria da qualidade de vida e da realização dos cidadãos mais idosos.
Pelo que atrás fica, e considerando que muitos dos activos que de há 30 anos a esta parte protagonizaram o desenvolvimento do Litoral Alentejano, mormente por via do impulso industrial do complexo de Sines, estão a atingir o final das actividades profissionais, um grupo de cidadãos decidiu instituir a Academia Sénior de Artes e Saberes – Litoral Alentejano (ASAS – LA).
Com tal criação, é desiderato dos patrocinadores contribuir para a manutenção da qualidade de vida, aprendizagem lúdica e desinteressada, bem estar e participação cívica na envolvente que ajudaram a construir.
Mas nem só os retirados da actividade laboral são alvo dos objectivos da ASAS-LA, porque um dos aspectos que reputamos significativo é a convivialidade inter-geracional, pela permuta de conhecimentos e saberes que proporciona, a Academia abre-se também a todos aqueles que, ainda em actividade profissional, entendam como benéfico e interessante para si próprios e restante comunidade, acompanharem-nos no projecto ora iniciado – todos esperamos, todos acolhemos, com todos queremos construir uma vida com mais prazer no encontro, na comunhão, na partilha e na descoberta do outro e de nós próprios.
(In “Preâmbulo” do Regulamento da “ASAS”)
